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sábado, 11 de julho de 2009

Script: Renata quer virar autora


CENA DE ARQUIVO. VISTA AÉREA. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE

CENA 21. COLÉGIO. SECRETARIA. INT. NOITE

RENATA, DE FRENTE PARA O COMPUTADOR, COMEÇA A ESCREVER ROTEIRO, E CONTA PARA MARLI.

RENATA — Resolvi que vou escrever...

MARLI — Como assim?

RENATA — Ai, eu tenho uma imaginação muito fértil, sabe, filha? Eu fico aqui, fazendo o meu trabalho e imaginando...

MARLI — Imaginando o quê?

RENATA — Lindas cenas de amor.... aventuras inesquecíveis... sempre com fortes emoções... muitos mistérios... Tava lendo aqui uns conselhos pra jovens autores e me identifiquei tanto...

MARLI — Que conselhos são esses, mãe?

RENATA — (LÊ) Carta aos novos autores.
Parabéns a vocês, que querem se dedicar à bela e essencial tarefa de contar histórias.

CAM. FECHA EM RENATA.

ENTRADA PARA SONHOS.

FUNDE COM

CENA 22. ESCOLA DE TEATRO. INT. NOITE

RENATA E PEPE INTERPRETAM DUETO DE ESCRITORES, QUE DANÇAM SENSUALMENTE EM VOLTA DE MESA COM LAPTOP ILUMINADO, SOBRE O PALCO.

PEPE — O que deve fazer o novo autor para mostrar as suas histórias? Em primeiro lugar, deve ler muito, conhecer os grandes autores, os mais famosos romances e peças, o acervo da tradição, ao máximo.

RENATA — Todo artista deve procurar o máximo de informação e de conhecimento. Mas os escritores, os contadores de história precisam saber e decifrar os mistérios da sua língua, com amor.

PEPE — O escritor que não conhece a língua de seu povo, como conseguirá contar histórias que atinjam o coração dos outros?

RENATA — Tenho pena dos que não sabem escrever e querem ser escritores. Mas se você ama a sua língua e a arte de contar histórias...

PEPE — Se você sabe que não pode viver sem escrever; então mostre suas histórias, sempre que tiver a oportunidade, a quem estiver disposto a conhecê-las. Foi isso que eu fiz, durante toda a minha vida de escritor.

RENATA — Conte suas histórias aos amigos e pessoas queridas, antes de mostrá-las aos outros.Ouça o que eles têm a dizer sobre seu trabalho.

PEPE — Faça leituras públicas.

RENATA — Monte as suas peças.

PEPE — Publique seus livros. Participe de concursos e seleções.

RENATA — Não se magoe com as críticas nem se deslumbre com os elogios.

PEPE — Não se deixe paralisar pela autocrítica, mas também não se deixe levar pela ilusão da própria genialidade.

RENATA — Trabalhe sempre para melhorar seu texto, mas também não caia na armadilha de não colocar o ponto final.

PEPE — É preciso se desapegar da história, para que ela ganhe o mundo, dá-la como pronta, mesmo quando sabemos que podemos ainda melhorá-la.

FIM DO SONHO

FUNDE COM

CENA 23. COLÉGIO. SECRETARIA. INT. NOITE

CONT. IMEDIATA DA CENA 21. RENATA E MARLI NAS MESMAS POSIÇÕES.

RENATA — Os contadores de histórias existem em todas as culturas, em todos os povos. Desde tempos imemoriais, cumprimos uma função essencial para a sociedade. Existimos para trazer emoções, alegrias, sabedorias ancestrais, descobertas e partilha de experiências.

MARLI — (LÊ) Desejo de coração que seu trabalho seja tão vitorioso que chegue ao conhecimento do mundo. (T) Que lindo, mãe. Dou a maior força pra você ser escritora. Acho que tem tudo a ver.

RENATA — Obrigada, minha filha. Quem sabe? Com sorte e dedicação, eu ainda viro uma roteirista famosa!

CORTA PARA

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Script: Casa liga do Bem

CENA 5. CASA NOVA DA LIGA DO BEM. INT. dia
ÉRICA, AQUILES, EUGÊNIO, ÁGATA, VAVÁ, MILTINHO, CLARINHA E ANJINHA COMENTAM O QUE ASSISTEM NA TV.
ÉRICA — Que loucura!
MILTINHO — Falaram de você, Clarinha!
CLARA — É... mas não apareceu imagem nem foto minha...
ÂNGELA — Sorte... senão podiam reconhecer você lá no colégio.
ÉRICA — Vocês se arriscaram demais...
EUGÊNIO — Mas se não fossem elas, o mutante andróide ia ter matado o Valente, a Juno e o Lúcio!
ÁGATA — Vocês foram muito corajosas, meninas!
VAVÁ — Que aventura! Vocês saíram escondidas do colégio...
AQUILES — E a Anjinha voou levando a Clarinha até a praia...
ÂNGELA — Olha, não foi fácil.
CLARA — A gente fez o que tinha que fazer.
MILTINHO — Você foi maravilhosa, Clarinha.
CLIPE RÁPIDO. MILTINHO PEGA A GAITA E TOCA PARA CLARINHA.
ÉRICA SUSPIRA, NERVOSA. TODOS SUSPIRAM E SE OLHAM.VAV[A SORRI E PISCA PARA ANJINHA, QUE SORRI PARA CLARINHA, QUE SORRI TAMBÉM.
EUGÊNIO SUSPIRA, OLHANDO PARA ÁGATA, APAIXONADO.
ÁGATA DESVIA O OLHAR E SUSPIRA, AO MESMO TEMPO QUE AQUILES PERCEBE O CLIMA E PIGARREIA.
ÉRICA — Será que falta muito pra começar a novela?
ÂNGELA — É logo depois do jornal.
CLARA — Ah.... depois da guerra das drogas, ainda vão falar sobre o caso daquele bebezinho que foi jogado no rio! Eu não quero nem ver, essa história é horrível!
EUGÊNIO — Os telejornais sempre têm notícias violentas. Sempre tem várias guerras acontecendo no mundo, vários conflitos... A realidade, na verdade, é muito mais violenta que a ficção, até mesmo porque é verdadeira...
ÁGATA — É mesmo, a realidade é muito mais chocante que qualquer novela de tevê!
ÂNGELA — A ficção e a arte são como espelhos da realidade...
AQUILES — Por isso as novelas e filmes de alguma forma tentam mostrar coisas que estão acontecendo de verdade no mundo, dentro de um universo de fantasia.
EUGÊNIO — Também existem muitas coisas boas acontecendo no mundo, pessoas de bem, trabalhando pela paz, pela saúde, pela educação... Adoro o jornalismo da Record porque mostra com muita clareza tudo de importante que está acontecendo no mundo.
VAVÁ — Eu gosto das novelas, e não tenho medo quando vejo cenas de aventura e de ação.
MILTINHO — Até nos contos de fadas infantis tem violência.
ÁGATA — É... A madrasta, a rainha má, quer matar Branca de Neve, e manda o caçador arrancar o coração dela, na floresta. O caçador não tem coragem, Branca de Neve foge, mas depois a madrasta vem com a maçã envenenada... até que o Príncipe salva Branca com um beijo de amor...
VAVÁ — O lobo mau devora a vovozinha e quer devorar a Chapeuzinho Vermelho.. Mas o lenhador mata o Lobo e arranca a vovó viva do bucho do lobo...
AQUILES. — Os pais de João e Maria abandonam os dois na floresta. E a bruxa má quer comer os dois...
ÉRICA — E assim, através dos exemplos das histórias, a criança aprende o que é o bem e o que é o mal, porque os dois existem na vida. A vida é assim! E cada um pode escolher o que quer...
EUGÊNIO — Mesmo com todos esses exemplos, tem gente que acha que a criança não pode ver nada que seja violento!
AQUILES — Como se está tudo nos jornais e nos noticiários?
VAVÁ — E as crianças gostam de brincar com videogames de lutas e perseguições... que na verdade não passam de jogos...
EUGÊNIO — Eu sempre gostei de brincar com esse tipo de jogos e games... e sou a pessoa mais pacífica do mundo...
AQUILES — Mais ou menos, né, Geninho? Você inventa armas...
EUGÊNIO — Para a nossa defesa, apenas... nunca para atacar ninguém...
ÁGATA — A verdade é que estamos num mundo em que a violência existe. Por isso, é preciso ter sempre muito cuidado...
CLARA — Quando eu tiver um filho, vou querer ensinar desde cedo que o mal existe, e a única forma de vencer é fazer o bem, sempre!
ÂNGELA — Nada é mais importante na vida do que o amor...
ÉRICA — É isso aí (T) Gente, hoje vou à escola mais cedo, porque tenho reunião com mães e pais de alunos.
EUGÊNIO — E nós temos que unir toda a inteligência da liga do bem, e bolar um plano pra vencer este Órion.
MILTINHO — Quando esse mutante descobrir que a Clarinha curou todas as pessoas que ele matou, vai ficar muito bravo.
EUGÊNIO — Com certeza não vai deixar isso barato, vai querer vingança.
CLARA — Eu tô morrendo de medo, gente! Sinto que o Órion vai atacar de novo!
NO PAVOR DE CLARINHA,
CORTA PARA

domingo, 26 de abril de 2009

Script: Camargo aceita parceria com Pepe

CENA 17.
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COLÉGIO. SALA DA DIRETORIA. INT. DIA
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CAMARGO RECEBE PEPE QUE VEM ENTRANDO NA SALA
PEPE —Bom, primeiro de tudo, obrigado por me receber.
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CAMARGO — Assim que a Érica, sua esposa, me falou do seu interesse em montar um teatro aqui no colégio eu gostei da idéia. Fiquei pensando muito na última conversa que tivemos, Pepe. Gostei de sua proposta de trazer o teatro para cá.
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PEPE — Sabe, Camargo, como já disse, eu tenho alguns anos de experiência trabalhando com jovens no teatro. O processo de despertar artístico serve como uma terapia para eles. Através da arte os jovens fazem um trabalho de auto-conhecimento, trabalhamos diretamente na construção dos seus valores, princípios. Você vai ver como seus alunos podem ficar mais calmos e concentrados, depois do trabalho no teatro.
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CAMARGO — Isso seria ótimo. Eles começaram este ano extremamente agitados. Mas fale um pouco mais sobre a sua proposta, por favor.
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PEPE — Quero inaugurar o CENTRO CULTURAL NOVO ENSINO. Um lugar onde os jovens possam se expressar livremente. Possam falar de seus medos e anseios. Eu sinto, que muito da rebeldia adolescente nasce da falta deste espaço. A partir do momento que eles começam a criar, se sentem mais responsáveis, se sentem mais inteiros. E para trabalhar estes temas eu quero usar os grandes textos clássicos do teatro jovem e também quero incentivar os alunos a escreverem seus próprios textos.
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CAMARGO — Isso é interessante. Sabe que eu sempre quis ser escritor. Pouca gente sabe disso. Gostava de escrever poesias quando era garoto, adorava as redações, mas por falta de incentivos como este seu projeto, acabei virando professor de português.
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PEPE — Esta é a intenção, incentivar os jovens a acreditar em seus talentos.
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CAMARGO — Mas como você vai fazer para cativar os alunos pro trabalho no teatro? Muitos são tímidos para este tipo de coisa.
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PEPE — Pra isso eu tenho o auxilio da música. Quero fazer espetáculos musicais! A música é uma linguagem universal, que une diversas culturas, que aproxima as pessoas, que aprofunda a comunicação.
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CAMARGO — É verdade. A garotada adora música.
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PEPE — E no palco a música tem uma grande função. Ela pode fazer a mensagem chegar com rapidez ao coração do espectador. Eu toco vários instrumentos e sei muito bem como conduzir um trabalho deste tipo.
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CAMARGO — Olha, Pepe, eu acho importante existirem artistas como você, que querem através da arte, auxiliar as pessoas a se desenvolverem. Eu reconheço o quanto a cultura artística é importante para a formação dos jovens. E hoje em dia é cada vez mais necessária esta informação cultural. Os jovens recebem muita informação pela internet!
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PEPE — Mas o Teatro, as Artes Cênicas educam para a vida, tornam melhores os cidadãos. O meu projeto tem exatamente este objetivo.
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CAMARGO — Eu quero a sua escola de teatro aqui no colégio, sim . Acho que nós estamos começando uma grande parceria.
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CORTA PARA

domingo, 12 de abril de 2009

Script: Sofia e Amadeus no Haras

CENA 2. HARAS. EXT. DIA
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CONT. IMEDIATA DA CENA 15 DO CAP. ANTERIOR. AMADEUS E SOFIA PASSEIAM DE MÃOS DADAS.
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AMADEUS — A minha vida adquiriu um outro sentido depois que te conheci. Já conheci mulheres muito legais, mas nenhuma me provocou essa sensação...
SOFIA — Como assim? De qual sensação que você está falando?
AMADEUS — A sensação de que agora a minha vida tem uma razão de ser... Às vezes eu vinha aqui, nesse lugar, e perguntava a essa paisagem: qual o sentido da existência? O que é que eu vim fazer nesse mundo?...
SOFIA — (EMOCIONADA) E agora? O que é que mudou? O que é que você vai perguntar à paisagem?
AMADEUS — Agora eu não tenho mais perguntas a fazer. Agora eu já sei o que vim fazer no mundo. Eu vim ao mundo pra ficar do teu lado, pra te amar e ser amado por você... O sentido da minha vida é você, Sofia!
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EMOCIONADA, SOFIA COMEÇA A CHORAR. AMADEUS ACARICIA OS CABELOS DELA DELICADAMENTE, COM SUAVIDADE.
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AMADEUS — Não chora, Sofia... Não te trouxe aqui pra te fazer chorar... Trouxe pra te ver sorrir...
SOFIA — Tou chorando de felicidade. Apesar de todas as coisas ruins que me aconteceram, estou me sentindo a mulher mais feliz do mundo. Tudo isso graças a você, meu amor...
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AMADEUS E SOFIA SE OLHAM EMOCIONADOS. DEPOIS SE BEIJAM. NO INÍCIO SUAVEMENTE, DEPOIS O BEIJO VAI FICANDO CADA VEZ APAIXONADO. A PAISAGEM EMOLDURA O BEIJO. O TEMA MUSICAL REFORÇA O CLIMA ROMÂNTICO.
.SOFIA — Mas de algum modo, acho que depois da noite passada, o que eu sinto por você ficou mais claro, Amadeus.
AMADEUS — (SURPRESO) Ficou?
SOFIA — Hoje eu sei quem quero do meu lado. A pessoa que me dá tranqüilidade, conforto, vontade de viver. (SORRI, ARREBATADA) Essa pessoa é você!
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AMADEUS NÃO CABE EM SI DE TANTA FELICIDADE.
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AMADEUS — Eu também sei quem é a pessoa que vai me fazer feliz todos os dias, todos os anos, todos os minutos da minha vida de hoje em diante, Sofia. (T) Você não imagina quantas vezes pensei em conhecer uma mulher como você. Que parece tá nesse planeta só pra me fazer feliz.
SOFIA — Preciso te confessar uma coisa.
AMADEUS — O que é?
SOFIA — Conhecer você fez com que eu acreditasse que tenho sim o direito a felicidade! Você é a única pessoa que me dá motivos pra sorrir.
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AMADEUS SORRI E ABRAÇA SOFIA. O CASAL SE ENTREGA A UM BEIJO APAIXONADO.
NO BEIJO,
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CORTA PARA

quinta-feira, 19 de março de 2009

Script: Cela do Laboratório

CENA 10. GRANDE CELA DE SAMIRA. INT. dia
EM CENA ESTÃO: ANA LUZ, COM O BEBÊ DE SAMIRA NOS BRAÇOS. MARIANA PERTO DELA. MARIA AO LADO DE SAMIRA, NO LEITO.
UM POUCO MAIS AFASTADOS: ALINE, TONI E HIROMI. CONVERSA JÁ EM ANDAMENTO. MARCELO E BETO NÃO ESTÃO EM CENA, FORAM VERIFICAR SE O HELICÓPTERO JÁ CHEGOU.
TONI — Incrível essa história da Samira... Isso prova que não devemos nunca duvidar do poder do amor...
HIROMI — O amor tudo pode porque Deus é Amor!
ALINE — (ENCIUMADA) Eu concordo... Mas por essa surpresa eu não esperava... O Beto teve uma filha com a Samira...
HIROMI — Aline, tenta compreender. Essa menina que nasceu não tem culpa de nada.
TONI — O Marcelo e o Beto foram encontrar a equipe de resgate, na porta do laboratório. Já devem tá chegando.
CAM. VAI PARA ANA LUZ, MARIA E MARIANA, AO LADO DE SAMIRA.
ANA LUZ — Que linda essa menina... Apesar de tudo o que aconteceu, ela parece bem.
MARIANA — Eu sinto que ela tem uma aura, uma energia especial.
ANA LUZ — Uma energia tão poderosa que foi capaz de transformar a mãe...
CAM. VAI PARA SAMIRA, AO LADO DE MARIA.
SAMIRA — Meu tempo tá se esgotando, Maria... Eu preciso me despedir.
MARIA — (CARINHOSA) Minha irmã... Você foi muito corajosa... Fez força e deu à luz sua filha, mesmo ferida, mesmo perdendo sangue...
SAMIRA — Obrigada por ter me ajudado, mesmo eu tendo sido tão má pra você... Agora eu sei que nada justifica os meus erros. Mesmo criada nessa cela, eu poderia ter desenvolvido pensamentos do bem, porque o pensamento é livre, pode escolher sempre.
MARIA — O que importa é que você enxergou a luz, encontrou a verdade, os caminhos do seu coração.
SAMIRA — Mais uma vez eu quero pedir o seu perdão, Maria. Tô muito arrependida de todos os meus erros, de todo o ódio que eu alimentei e do mal que eu ajudei a criar.
MARIA — Eu já te perdoei, Samira. Pode tirar toda essa culpa do seu coração. O amor te purificou.
SAMIRA — Agora eu posso partir em paz.
MARIA — Queria tanto que você ficasse... Que eu pudesse ter ao meu lado a irmã que eu sempre quis e que nunca tive.
SAMIRA — O tempo não para, Maria. A vida é eterna. Nossas almas são imortais... Além do portal da morte, a vida continua. Agora eu vejo... E aceito esta passagem... Cuida da minha filha...
MARIA — (CHORA) Vou cuidar... vou cuidar com muito amor da Samirinha...
SAMIRA — Cuida da Samirinha... Ela vai ter a vida que eu sonhei pra mim... Isso é muito bom. Agora posso morrer em paz... com o amor no coração... como é bom finalmente saber o que é o amor...
MARIA — Te amo, Samira...
SAMIRA — Te amo, Maria...
SAMIRA SORRI, SUSPIRA E DESFALECE.
MARCELO E BETO APARECEM, CORRENDO. ELES TRAZEM UMA MACA.
MARCELO — O helicóptero tá chegando com os paramédicos!
BETO — Pediram pra gente levar a Samira!...
MARIA — Marcelo, a Samira... (CHORA)
MARCELO — Ainda pode haver uma esperança! Vamos, rápido! Toni, Beto, Hiromi, Aline, vamos colocar a Samira na maca.
BETO — Vamos! Vamos levá-la pros paramédicos! Eles podem tentar ressuscitá-la!
BETO, TONI, HIROMI, ALINE E MARCELO COLOCAM SAMIRA EM MACA E A LEVAM DALI.
OBS.: DIREÇÃO/EDIÇÃO/CONTINUIDADE: A PARTIR DO MOMENTO EM QUE SAMIRA DER A LUZ, SÓ PODEMOS TER PLANOS FECHADOS EM SAMIRA OU ABERTOS COM DUBLÊ DE SAMIRA, JÁ SEM A BARRIGA.
MARIA SE APROXIMA DE MARIANA E ANA LUZ, QUE ESTÁ COM SAMIRINHA (BEBÊ – VINTE DIAS) NO COLO.
MARIA — (PARA ANA) Minha irmã... Eu não quero que a Samira morra...
ANA LUZ — Reza, minha filha. Reza e lembra que Deus é todo poderoso e sabe o que faz!
MARIA — Ô meu Deus, seja feita a Sua Vontade. Proteja a minha irmã nesse momento tão difícil! Ela se arrependeu de todo o mal que ela fez. Por isso guarde-a com os seus santos anjos.
MARIANA — Amém! Que Deus ilumine a minha filha!
ANA LUZ — Que assim seja. (P/ MARIA) Agora, toma, minha filha, a sua sobrinha... a Samirinha...
MARIA RECEBE DE ANA LUZ O BEBÊ DE SAMIRA NOS BRAÇOS.
MARIA — Eu vou cuidar de você, Samirinha...
MARIANA — Coisinha mais linda a minha netinha!
MARIA — Vou te dar todo o carinho, todo o amor que sei que a sua mãe sonhou pra você!
CLIPE. NA EMOÇÃO DE TODOS, OLHANDO MARIA GRÁVIDA COM A BEBÊ SAMIRA. INSTANTES. VALORIZAR.
CORTA PARA

sexta-feira, 6 de março de 2009

Script: Samira e Maria

CENA 14. GRANDE CELA DE SAMIRA. INT. DIA
MARIA PRESA. ENTRA SAMIRA EXIBINDO UMA SERINGA.
SAMIRA — Hora do seu remedinho...
FALAS ABAIXO SE DESENROLAM ENQUANTO SAMIRA PREPARA A SERINGA COM A ZACARITA.
MARIA — A zacarita...
SAMIRA — Sim. Mais uma das grandes invenções da Doutora Júlia. Uma droga que suspende os super poderes dos mutantes e faz de você uma prisioneira muito mais dócil. Não é o máximo?
MARIA — A Júlia disse que essa droga tava em testes...
SAMIRA — Sim. E você foi a sua primeira cobaia.
MARIA — Então, a Júlia não sabe se a zacarita provoca algum efeito colateral... Por exemplo, numa gestante como eu, sabe?
SAMIRA — (NA DÚVIDA) Bem... Eu não faço a menor idéia. Eu apenas aplico a droga. A cientista é a Júlia. Pergunte pra ela.
SAMIRA MOSTRA A SERINGA JÁ COM O CONTEÚDO DA DROGA.
SAMIRA — Agora, vê se não se mexe muito... assim eu posso errar a picada e aí, vai ser pior pra você.
MARIA — Não faz isso, Samira.
SAMIRA — (SURPRESA) Como é?
MARIA — Não me dá essa droga. Eu tô grávida, tenho medo... pelo meu bebê. Uma droga forte como essa... Quem sabe que efeitos colaterais essa tal de zacarita pode ter na criança que eu tô gerando?
SAMIRA — (SÉRIA) Isso não é problema meu. Eu só tô cumprindo ordens.
MARIA — Esse bebê que eu carrego, Samira, ele é teu sobrinho. É sua família também!
SAMIRA — (RESSENTIDA) Eu não tenho família. Nunca tive. Não sei o que é isso...
MARIA — Você sabe sim. Porque você tá gerando a sua própria família. Esse bebê que tá no seu ventre... Ele é sua família, agora.
SAMIRA — (MEXIDA, MAS TENTANDO FUGIR DO ASSUNTO) Ele é só um feto... Não é nada demais...
MARIA — Não, Samira. Não se engana. Você tá gerando uma vida. E não existe nada mais sublime do que isso!
SAMIRA — (DESCONVERSA) Não sei do que você tá falando... (DURA) Estica o braço.
MARIA — Ele já se mexeu?
SAMIRA — O quê?
MARIA — Seu bebê, Samira. A nossa gravidez é mais acelerada. Ele já deve tá bem grandinho. Todo bebê se mexe na barriga da mãe. Você já sentiu seu filho se mexer?
SILÊNCIO. SAMIRA VIRA O ROSTO PARA MARIA. SEGURA A EMOÇÃO. FICA DE COSTAS PRA MARIA.
SAMIRA — Já. Ele já se mexeu, sim. (EMOCIONADA) Pra dizer a verdade... Ele se mexe bastante...
MARIA — (EMOCIONADA) O meu também. (T) E como é a sensação, perceber o seu filho se mexendo dentro de você?
SAMIRA AINDA DE COSTAS PARA MARIA, TENTANDO ESCONDER SUA EMOÇÃO.
SAMIRA — Não sei explicar... É uma coisa que eu nunca senti... Me sinto estranha... Como se... Sei lá...
SAMIRA VIRA-SE PARA MARIA.
SAMIRA — (DURA) Não quero falar sobre isso.
MARIA — É como se a nossa vida passasse a ter um novo sentido, não é? Como se tudo o que a gente viveu antes parecesse apenas uma preparação pra esse momento. Como se nada mais importasse. De repente, esse ser que você não conhece ainda, se torna a pessoa mais importante da sua vida. E você sonha pra ele tudo o que de melhor você pode imaginar e não vê o momento dele nascer e ao mesmo tempo, gostaria de carregá-lo dentro de você pra sempre, tão boa é essa sensação de tá grávida, de ser mãe, de ter alguém que depende totalmente de você e do seu amor...
SAMIRA — Amor... Não sei o que é o amor...
MARIA — Será que não sabe mesmo, Samira? Você não tem sonhos pro seu filho? Você não se pega imaginando como vai ser a vida dele?
SAMIRA — Eu não queria que ele sofresse como eu sofri... Criada longe da família, sem pai, nem mãe, usada como cobaia de uma experiência sinistra... (T) Não sei por que eu tô falando isso... Eu preciso te aplicar a zacarita...
MARIA — O que você tá sentindo é amor, Samira!
SAMIRA — Amor? O que eu tô sentindo... é amor?!
MARIA — Para de evitar entrar em contato com esse sentimento! Se deixa envolver por ele. O amor é o melhor remédio pra todos os males. E o seu filho é uma dádiva que tá te dando a oportunidade de sentir o amor em toda a sua plenitude, porque não há amor maior do que o amor de uma mãe pelo seu filho!
DE REPENTE, SAMIRA REVELA TODO O SEU MEDO E DESESPERO. QUASE CHORANDO.
SAMIRA — (DESESPERADA) Eu não posso ter essa criança, Maria! Não posso!
NA EMOÇÃO DE SAMIRA,
CORTA PARA